A minha vida mudou para melhor quando esse ser vivo maravilhoso chamado Flika entrou nela. Ela foi a minha epifania. O modo como olho para mim, para os outros e para a vida foram alterados, transcendidos. Daí que, escreva eu o que escrever aqui, tal será fruto disso. Pois a Flika vive em mim.
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Je suis Istambul et Jacarta
Nos últimos dois dias o Daesh perpretou mais dois atentados.
Um em Istambul e outro em Jacarta.
O modo como o Ocidente reagiu a estes dois atentados tem estado a ser diametralmente oposto ao modo como reagiu aos atentados de Paris.
Os media partilham notícias sucintas e curtas e nas redes sociais continua-se a discutir exatamente as mesmas coisas que se discutiam antes destes atentados.
Como se o que aconteceu na Turquia e na Indonésia fosse diferente do que aquilo que aconteceu em França.
Como se os seres humanos que morreram em Paris fossem diferentes ou tivessem mais significado do que aqueles que morreram em Istambul e em Jacarta.
Como se fosse moralmente aceitável que um ato terrorista tenha várias graduações consoante os locais onde é perpretado.
Todas estas considerações leva-me a esta pergunta:
Afinal qual a diferença entre as pessoas que se divertiam nas esplanadas de Paris e as pessoas que visitavam um local turístico em Istambul?
Nenhuma.
Não existe nenhuma diferença a não ser o modo como as suas mortes são percepcionadas e sentidas pelo público e pelos media.
O que não abona nada em favor da espécie humana.
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